Desde o primeiro longa que vi da Pixar, que foi Vida de Inseto, eu percebi que havia algo de muito diferente na maneira de fazer animações, contar histórias e principalmente tiradas inteligentes não-digeridas.

Pixar Animation Studios
Pense no início do filme “Procurando Nemo” (se você não assistiu Nemo pare por aqui):
É um casal de peixinhos apaixonado, o pai é superprotetor… um dia ele sai por 2 segundos e sua mulher e a grande maioria de seus filhos morre, sobrando apenas um e ele é deficiente. Depois disso ele fica ainda mais paranóico com os perigos da vida e evita que seu filho faça qualquer coisa…

Nemo
Cara, esse filme e triste pra caralho, chorei nos primeiros 5 minutos.
Um tempo depois veio “Wall-e” (mesmo aviso aos navegantes que não assistiram):
Um robozinho criado para pilhar o lixo da Terra(que está inabitável) vive sozinho pois todos os outros robôs se destruíram, seu animal de estimação é uma barata e suas únicas distrações do trabalho diário são:
- a sua coleção de lixo;
- assistir ao mesmo musical toda a noite (Hello Dolly!);
Até a metade do filme ninguém fala, são só ações e barulhos.
Além disso os humanos sobreviventes não tem mais estrutura para andar, e vivem num mundo onde ninguém mais interage com o próximo.

Wall-e e Eva
Puta filme deprê! Lindo demais, mas extremamente triste.
E o último da leva adulta é o novo “UP!”.

UP!
Esse realmente eu nem sei como conseguiram vender como animação.
É um filme sobre um senhor aposentado: Carl Frederickson. Ele vive sozinho, sua mulher morreu doente e eles não tiveram filhos. Não contarei mais adiante, mas basta vocês saberem que esse filme poderia facilmente ser um drama com um pouco de ação no estilo Steven Soderbergh ou Steven Spielberg.
Não me levem a mal, eu amo todos os filmes que citei neste post, são todos excelentes! Mas deu pra perceber que os filmes de animação não serão mais rasos, mas serão aqueles que lidam com situações profundas do jeito que elas são, cruamente colocadas, porque simplesmente coisas ruins acontecem e fazem parte da vida.
Beijos a todos! E assistam “UP!” com um lencinho kleenex na bolsa.
Viola.